quarta-feira, março 18, 2009

A Salvação é Condicional

Sim, existe uma condicional para a Salvação. Embora eu possa dizer que não exista, eu possa dizer que eu sou bom o suficiente aos meus próprios olhos, que uma idéia fantasiosa de Salvação me lança nos braços de Deus, isso não quer dizer que Deus diz a mesma coisa que meus pensamentos.

O Senhor disse: "quem me ama, também obedece as minhas palavras!". Então, é impossível uma pessoa dizer que ama integralmente a Deus, sem antes obedecer integralmente as palavras de Jesus. Quem diz que não é assim, logo mente e tenta abafar as suas próprias fraquezas.

Se o mancebo rico não tivesse colocado o coração nas coisas desse mundo, ele teria grandes chances de Salvação.

Se Ananias e Safira não tivessem mentido, eles não teriam morrido pela palavra de Deus na boca de Pedro.

Se os fariseus tivessem sido mais humildes, eles teriam grandes chances de salvação.

O Diabo também crê em Jesus, ele também se batiza nas águas. Muitos dos demônios são pastores e reverendos, vestem ternos, exclamam em microfones e em praças. Todavia, não amam a Deus, nem mesmo tem fé em Deus, mas falam do que apenas acreditam, tentando esfriar a fé no coração dos que com sinceridade buscam o Senhor.

Um exemplo. Segundo um ponto de doutrina, nós cremos no Diabo. Por crer no diabo, nós temos parte com ele? De forma alguma. Da mesma forma, crer em Deus não significa ter parte com Deus. Porém, a fé é algo que liga o invisível com o visível. A fé fala do que vê com os olhos espirituais. A crença fala do que ouviu, leu, viu apenas com os sentidos materiais.

A crença não liga ninguém a Deus, embora muitos supõe que a crença seja eficaz para alguma ligação com Deus. Não, a crença abre uma luz, sim, mas ela é ineficaz caso a pessoa não procure experimentar essa crença em sua vida diária.

Por exemplo. Eu creio que Deus liberta do câncer. Porém, essa crença nada vale enquanto eu não experimentar isso em uma virtude que transforme o câncer de alguém em nada.

Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida

O exemplo de vida do Senhor é o caminho, a verdade e a vida. Para o Senhor não existe dúvida quanto a isso. No entanto, no coração dos homens esta dúvida pode existir. Será que a imitação de Jesus gerará em mim o caminho, a verdade e a vida?

O Senhor em si não tem dúvidas sobre o que Ele é, mas o ser humano pode ter dúvidas sobre o que o Senhor pode ser para si, como geralmente tem.

Quando Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", ele não dizia que o simples fato de crer em sua existência transformaria uma falta de direção em um caminho, a mentira em verdade ou a morte em vida. Ele falava sobre a necessidade de ser um só com Ele, pois só assim o caminho pode ser seguido, a verdade aprendida e a vida conquistada.

Quando ele disse: "Eu sou", ele explicava sobre a necessidade de ser e não de apenas ter um título sobre si mesmo.

De nada adianta o Senhor ser o caminho, a verdade e a vida como exemplo de vida, se eu também não ser o caminho, a verdade e a vida em assim como Ele é.

Deus não duvida de si mesmo, como está escrito, "ele não pode negar a si mesmo". Mas o homem pode sim duvidar de Deus, o homem pode negar a Deus. Então, Jesus pode ser o caminho, a verdade e a vida para alguém, se alguém realmente quer seguir a Jesus. Senão, Jesus é apenas um nome que se repete, mas apenas como o sino que tine...

Você diz que você ama a Jesus, mas nem você mesma sabe realmente disso. Quem sabe disso na íntegra é apenas Deus, pois Ele conhece o seu deitar e o seu levantar. Eu posso sair por aí e dizer que eu sou isso ou aquilo, mas eu sei que não sou, ainda não, pois ainda posso morrer - cair em fraqueza.

Eu posso dizer: "eu sou", apenas quando eu for um só com Jesus e o Pai, então "eu sou", pois sou um só com Deus. Até lá, nada sou, mas ao seguir o exemplo de vida de Jesus, eu caminho para um dia ser.

Seguir Jesus

Jesus é o caminho, a verdade e a vida, mas não em si a repetição do nome, como a maioria dos pastores e reverendos pregam, mas sim Jesus como exemplo de vida.

O exemplo de Jesus como ser humano é o caminho, a verdade e a vida.

Sim, imitar Jesus é fácil para quem quer morrer para o mundo. Para quem quer aproveitar a vida, crescer na vida, alcançar sucesso material e etc., não, não é fácil imitar Jesus.

O fardo do Senhor é leve e o seu jugo é suave. Mas apenas para quem deixa tudo o que tem e o segue. Para quem se divide entre dois caminhos, seguir a Jesus se torna difícil, pois a pessoa começa a andar em círculos. Hora, segue um pouco a Jesus, outra hora, segue um pouco os seus próprios propósitos terrenos.

E para a maioria da humanidade, não é fácil seguir a Jesus. O Senhor ainda sabia disso, pois disse, "muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos".

Sobre a questão do batismo, não é apenas crer no sentido de acreditar e apenas se batizar no sentido de ser imergido em um tanque de água.

Em aramaico não existe o verbo crer, esse verbo aparece na bíblia a partir da tradução para o grego. Logo, Jesus não disse crer e for batizado em sua forma literal, mas ele disse ter fé em Deus e ser batizado.

E ter fé em Deus não é apenas acreditar em Deus, mas viver Deus. Respirar Deus, ter poder de Deus em si mesmo. Se essa virtude não existe em quem diz ter fé, então essa fé é morta e nada pode resolver.

Essa fé conduz a um batismo, o qual não é a imersão nas águas de um tanque, mas a imersão no fogo da tentação. Jesus disse antes de morrer na cruz:
- Eu devo passar por um batismo e me angustio até a morte por causa disso.

Quando os filhos de Zebedeu lhe pediram para se assentar um à sua direita e outro à sua esquerda no Reino, Jesus lhes disse:
- Vocês podem passar pelo mesmo batismo que o meu? Bem sei que podem.

Esse batismo no fogo é que salva. Esse batismo só é revelado pela fé em Deus. Esse batismo só é vencido pelo amor a Deus.

segunda-feira, março 16, 2009

Salário para Pregadores

Quando o texto bíblico diz que os obreiros viviam do altar, o autor dizia sobre os sacerdotes do judaísmo, os chamados levitas.
Com a vinda de Cristo, as leis da religião judaica não se aplicam ao contexto dos cristãos.

Então, em Cristo, não existe sacerdote vivendo do altar.

Claro, negar isso é um truque que muitos homens sem escrúpulos usam para ganhar dinheiro facilmente em cima dos incautos.

Quando Paulo dizia que os evangelistas vivam do evangelho, ele fazia referência às palavras que Jesus disse sobre a evangelização:

"Quando entrarem em uma cidade para evangelizar, comam, bebam e se hospedem ali, pois Deus já tem preparado".

Ou seja, em viajem missionária, o Senhor disse que Deus prepararia comida, bebida e hospedagem para os obreiros, mas sem eles mesmos pedirem. Eles apenas chegariam na cidade em que evangelizariam e Deus já teria preparado tudo.

Fora das viagens missionárias, não existe comida, bebida e hospedagem como preparação divina, pois esses galardões só existem durante a viagem de evangelização. Na vida cotidiana em sua própria cidade, "cada obreiro deve trabalhar com o suor do seu próprio rosto, para não ser pesado a ninguém", como também está escrito.

Quando Paulo fez essa referência, "os que evangelizam que também vivam do evangelho", ele quis dizer que era um direito dele ter comida, bebida e hospedagem de graça durante as suas viagens missionárias, mas mesmo assim algumas localidades não faziam isso por ele. Ele então disse que não criaria caso por causa disso, mas trabalharia com o suor do seu próprio rosto, ainda que em viagem, para não causar escândalo no meio da irmandade.

Hoje em dia, vários homens sem caráter tem manipulado esses versos, para se aproveitarem e viverem às custas do povo. Poucos viajam em missões de evangelização, mas muitos compram casas, carros e bens materiais com as ofertas e dízimos dos fiéis.

O que é totalmente fora de ética e também anti-bíblico.

Na verdade, eles não conhecem Deus, mas apenas o desejo carnal.

Estudos Bíblicos

Existe uma diferença enorme entre a mente dominado pelo racionalismo e a mente dominada pela luz de Deus.

Ambos são homens, tanto quem é iluminado como quem estuda pela razão. A diferença é que um experimenta em si o que aprende, o outro não experimenta, apenas passa adiante.

Então, quem tem a Palavra revelada pelo Espírito Santo, não quer dizer que não estudou, pois estudou. Mas é um estudo diferente, é um estudo em si mesmo.

Os teólogos e pastores de outras igrejas também podem fazer estudo em si mesmo, mas a maioria não faz. Eles apenas seguem a linha do racionalismo, recebem pronto um estudo e passam estudo pronto para frente. Não tem Deus nisso.

O estudo em si mesmo é diferente, pois você vive o que prega. Se o pregador exorta sobre a fé que pode libertar o câncer, ele tem essa mesma fé nele. Por que? Se for necessário Deus libertar ele do câncer, ele acredita nisso sem dúvida alguma.

Já os pregadores que estudam por teorias, eles não têm essa fé, embora preguem essa fé. Isso é enganar o povo, como Jesus disse, "o verdadeiro Pastor entra pela porta do curral das ovelhas, mas quem entra por outra parte é ladrão e salteador".

A porta do curral das ovelhas é ser o que se prega. É viver o que você faz alguém também acreditar. É buscar ser o que você quer que os outros também busquem.

Os ladrões e salteadores, ou seja, aqueles que apenas estudam teorias, mas não fazem nada do que estudam ou pregam, eles não entram pela porta onde as ovelhas entram. Eles procuram atalhos para si mesmos, embora para os outros eles colocam fardos pesados para serem carregados.

Estudar a bíblia não é pecado. Pecado é achar que só estudar a bíblia já te faz um pregador de fé. Prega-se a fé, mas não tem fé em si mesmo. Isso é roubar a fé dos outros. Muitos fazem isso por inocência, mas outros fazem para ganhar dinheiro com os incautos.

A Palavra é revelada segundo o que você pratica e vive. Estudos apenas não resolvem isso. O Verbo está em nossos atos.

domingo, março 15, 2009

O Caminho Cristo

Assim como Jesus disse, o Caminho é apertado. Poucos conseguem atravessá-lo. A Salvação é pessoal, logo o Caminho também é pessoal. O Caminho é um só, mas aquele único que se revela em você. Na verdade, alguém não pode te ensinar o Caminho. Apenas você mesmo pode descobri-lo.

Muita gente tem falado de Jesus, mas apenas falado. A tradição confundiu tudo em suas mentes. Eles não seguem o Caminho que o Espírito Santo propõe dentro deles mesmos. Eles seguem aparências, infelizmente. Eles têm medo do que poderá acontecer caso deixem casa, irmãos, mãe, pai, esposa e filhos por amor a Cristo, por amor à unção que lhes mostrará a eteridade de todas essas coisas.

Todas coisas passageiras, mas damos um valor imenso, como se fossem eternas. E não são.

Deixar essas coisas não significa fugir para um monte e ser um eremita, mas conviver com elas todos os dias tendo noção de que são passageiras. Tanto o bem como o mal, tanto o choro como o alegria, tanto o nascer como o morrer, tanto o reconhecimento como o desprezo. Tudo se vai, tudo tem o seu tempo determinado e nada acontece senão em seu tempo. Fora do tempo, algo já não é mais.

Mas estamos presos no que passou, no que virá, no que poderia ter acontecido, no que poderá acontecer. E a realidade, não vemos. Empregamos os verbos todos fora de seu real tempo, com flexões erradas, invertendo as pessoas, fazendo a narração de nossa vida ser uma tragédia que nunca acontece, mas é aguardada todos os dias.

Esse é o estado de perdição do ser humano. Ele não vive, ele foge. Assim como Adão fugiu de Deus quando pecou, assim o ser humano foge da realidade todos os dias, ele foge de Deus.

Várias pessoas que se dizem cristãos e salvos apenas por falarem bem de Jesus, também estão na verdade perdidas. Porque Cristo não é a repetição de um nome. Cristo é um modo de viver.

E Cristo pode ceifar aonde não plantou e colher aonde não semeou.

O Verbo Cristo

O verbo amar pode ser conjugado de diversas formas em diversos idiomas. Mas amar sempre será amar... Entende?
Perdoar sempre será perdoar...
Ajudar sempre será ajudar...
Compadecer sempre será compadecer...

Por outro lado, odiar também sempre será odiar. Falar mal sempre será falar mal. Caluniar sempre será caluniar.

Jesus não veio ao mundo iniciar um ritual de adoração ao seu nome. Ele veio ao mundo ensinar o emprego correto dos verbos. Ele, sendo o Verbo, logo tem condições de mostrar à humanidade todas as flexões e tempos corretos de cada verbo. Onde empregar cada ação, segundo o contexto em que estamos inseridos. Fazer o certo sempre, independente do lugar, cultura, nação ou língua.

O certo é o óbvio. Ninguém precisa ser super inteligente ou super observador para que possa saber o que é certo ou o que é errado. Porém, como a fantasia do mundo e dos prazeres absorveram boa parte de nosso dicernimento, então nos perdemos em várias decisões. O que é certo não fazemos, o que é errado logo fazemos.

Cristo é o conserto desse mau uso dos verbos. Cristo é a unção que faz a escama cair dos olhos do ser humano e ele ver o óbvio, o simples, o necessário. A Salvação não é um playground aonde brincaremos com os anjos. A Salvação é ser livre de toda ilusão, habitar sempre na Verdade.

Quando uma pessoa se arrepende de seus pecados, ouvindo ou não o nome de Jesus em seus ouvidos, logo a Graça de Deus é chegada até essa pessoa. Deus e os anjos fazem festa no Céu quando um pecador se arrepende. Arrepender-se de seus pecados não é iniciar o aprendizado de uma nova religião, mas ter noção que até agora o uso dos verbos foi mau feito, de agora em diante se deseja fazer um bom uso dos verbos.

E quando a Graça chega, Cristo se revela. Talvez não da forma como se revelou a outro, mas na medida que a pessoa entenda que já que ela se arrependeu de seus pecados, também é possível tal pessoa ser limpa desses pecados. Então se inicia todo um processo, o qual Jesus chamou de Caminho.

O Modelo Cristo

Cristo é um modo de viver. Jesus não nasceu se chamando Cristo. Ele viveu 30 anos para então iniciar a sua missão como Cristo.

Em hebraico, Cristo significa Messias. Messias, o "preparado", o "ungido", o "escolhido".

Jesus, antes da sua morte, ainda não estava totalmente ungido. Antes da cruz, ele disse que precisava passar por um batismo de morte. Ele disse a Tiago e João que, caso eles quisessem ter parte com Ele em seu Reino, eles também deveriam passar por esse batismo de morte.

Quando Jesus ressuscitou, Ele disse: "agora me é dado todo o poder no céu e na terra". Sim, antes da ressurreição, Jesus não tinha todo o poder no céu e na terra, como alguns tendem a afirmar, senão Jesus é mentiroso.

O que deu o poder a Jesus foi a morte e a ressurreição. Isso "salvou" Jesus. O batismo de morte fez ele adquirir poder sobre todas as coisas.

E apenas esse batismo e não outro pode levar alguém à Salvação da Alma.

Esse batismo não é um ritual humano. Esse batismo se inicia quando alguém se converte. Esse batismo termina quando alguém é imergido nas trevas da morte e vence a si mesmo completamente. Então, desde então, a morte não tem mais poder sobre tal pessoa, pois a pessoa foi nas trevas e venceu a morte.

Não adianta alguém simplesmente se sacrificar em pró da humanidade para que se salve. Antes da morte física acontecer e escurecer os olhos carnais, necessário é criar um novo corpo, o qual terá poder de andar nas trevas e não ser absorvido por elas. Esse corpo será a passagem para a outra vida.

Esse corpo se constrói no dia a dia, segundo a doutrina do Senhor Jesus. Ele não deixou leis, ele deixou ensinado o óbvio que esquecemos todos os dias.

Caso alguém contemple as si mesmo de forma profunda e frequente, ainda que nunca tenha ouvido falar do nome de Jesus, ainda assim Jesus se manifestará nele. Jesus é a misericórdia divina que cria esse novo corpo de luz em nós. Jesus é o Verbo.

Tristeza e Alegria

A tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

No dia do Senhor, não haverá mais tristeza.
Embora nesse mundo ela deva existir, pois faz parte do jogo da vida.

Entristeça-me, depois me alegre. Alegre-me, depois me entristeça. Faça isso muitas vezes, então alguém que seja um pouco perceptivo logo entenderá: não existe permanência.

A minha alegria, aquela que eu tanto queria para sempre, também morre. A tristeza, aquela que parecia me aborrecer eternamente, também se vai. Então fica algo, um resquício tanta da alegria, assim como da tristeza. O que aprendemos.

Na minha tristeza eu aprendi a chorar com os que choram, na minha alegria sorrir com os que se alegram. Embora, tantas vezes eu tenha visto um choro mais amargo do que o meu, ninguém poderia substituir o meu próprio choro. O meu sorriso também, tantas pessoas alcançaram alegrias, mas quando eu me alegro, até por simples coisas, isso é insubstituível.

A tristeza passa e deixa um recado. Eu o anoto. A alegria depois vem e deixa outro recado. Eu também o anoto. Eu jamais poderia dizer para tristeza: "Vai-te logo, pois espero a alegria". Não, o recado ficaria incompleto. Da mesma forma eu não posso reter a alegria, "fica comigo para sempre, pois teus recados me são doces". Não, a alegria não sabe falar a mesma coisa repetidas vezes.

A tristeza vem como o professor que limpa o quadro negro. Nada está lá, apenas escuridão. Então, vem o professor e começa a escrever no meio das trevas. Então aprendemos. Depois, quando não existe mais espaço para escrever mais, ele apaga o quadro inteiro, para iniciar uma nova lição. Tudo se torna trevas novamente.

Aonde o professor escreveria os seus ensinos, caso não existisse um quadro-negro?
O recado da tristeza é o "nada sei". O recado da alegria é "algo existe".
Quando a compreensão do "algo existe" deixar de ser efêmera, ou seja, não mais vulgarizada nas mesmas repetições, então o "nada sei" será transformado em onisciência, em imagem e semelhança de Deus.

A Verdade

Assim, todo homem, ainda que esteja enterrado no mais profundo dos defeitos, logo poderá ser um buscador da verdade e encontrar o Reino de Deus.

O espírito só pode entrar no Céu caso esteja totalmente livre do poder da matéria. Caso o espírito não vença a matéria, mas ele seja vencido por ela, então ele não alcançará o Reino de Deus.

Isso não é um caso de impiedade de Deus. Isso é um caso de ordem. No Céu só entram os puros, não entra quem possuí impurezas. Deus gostaria de fazer todos felizes, mas caso Deus permitisse que os impuros se alimentassem da Árvore da Vida, então o caos se estabeleceria no Céu. A Eternidade deixaria de existir, a morte dominaria novamente.

Então, jamais Deus é ruim. Nós mesmos somos ruins, quando prevalecemos em nosso "eu fantasioso", ao tentar ser "alguém na vida", ao buscar a felicidade terrena e ao esquecer que existe um Reino muito maior que nosso espírito deve possuir.

Existe um defeito no meio de pessoas religiosas. Elas deixam as suas personalidades se apresentarem como pessoas santas, verdadeiros adoradores, cidadãos dos céus, mas isso são apenas títulos fantasiosos, pois tanto a santidade, assim como a verdadeira adoração e a cidadania dos céus estão no espírito, não na personalidade.

Quando o espírito fala a sua voz é o silêncio. Poucos o escutam. Nas raras vezes que o espírito tem o direito de falar, ele esclarece quase todas as dúvidas daquele momento em nossas vidas. Ainda assim, muitos negam a existência do espírito, eles preferem acreditar que a personalidade, ou seja, o fruto da tradição e da educação seja a verdadeira formação espiritual de si mesmos.

Dessa forma, quando nós enganamos a nós mesmos, realmente será difícil uma libertação desse mundo. A nossa mente se cauteriza que já alcançamos o melhor que podíamos, então é impossível alcançar mais, apenas porque não buscaremos mais.

A santidade é um processo muito difícil, eu digo impossível sem o Espírito Santo. Mas, com ele, o fardo é leve e o jugo é suave. ...

A Vida

Para o homem comum seria impossível imitar Jesus. O Senhor possuía o Espírito de Deus. Um homem comum, mesmo que buscasse ser santo, não possuiria o Espírito assim tão simplesmente.

Então, Jesus fez um pacto de sangue com a humanidade. Todo aquele que cresse em suas palavras, ou seja, que buscasse segui-lo de coração, esse também receberia o Espírito Santo. Agora, tudo mudo de figura.

O homem sem o Espírito Santo não tem poder. Ele busca ser livre dos defeitos, mas apenas os identifica, não os elimina, por mais que tente, por mais força mental que coloque nisso.

O Espírito é fogo. Ele queima o mal. Quando nós reconhecemos em nós um pecado, então nós pedimos ao Espírito que nos liberte desse defeito. O defeito é queimado, literalmente.

Isso é um caso de fé. Porém, sem fé é impossível agradar a Deus. Muitos desprezaram essa dádiva divina, ou seja, a Graça de Deus, porque não tiveram fé nessas coisas.

O arrependimento dos pecados acontece uma vez na vida, quando realmente nós nos dispomos a isso. Porém, não quer dizer que nunca mais nos arrependamos dos pecados. O arrependimento dos pecados será algo diário em nossas vidas.

Toda vez que oramos a Deus, nos arrependendo de um pecado, também estaremos colocando nas mãos do Espírito Santo aquele defeito. Caso a virtude desça, pelo próprio Espírito, nós veremos o defeito ser desintegrado pelo poder do fogo de Deus.

O Espírito não queima todos os nossos defeitos de uma só vez. Nós devemos efetivamente nos arrepender do pecado, então entregar nas mãos do Espírito e esperar a virtude nos tomar. Na visão desse acontecimento, nós veremos o defeito realmente ser eliminado, com raiz e tudo.

Ninguém pode dizer, "eu me arrependo de todos os meus pecados". Não, isso é muito genérico. Quando em oração, nós devemos ser específicos ao declarar o defeito a Deus. Caso o defeito seja falar mal dos outros, então nós devemos ser específicos que nos arrependemos disso.

Atenção, pois deve existir a virtude do Espírito. Sem ela, não existe limpeza.

O Caminho

O Senhor Jesus veio ao mundo, fazendo da sua vida um exemplo de santidade. Ele mostrou muitas vezes que nasceu como homem, viveu como homem, mas em cada ato, pensamento e sentimento procurava ser como Deus.

A simples presença do Senhor causava desconforto nos poderosos. Os fariseus se iravam quando sabiam que Jesus ensinava "novas coisas" no meio do povo. O que Jesus fazia na verdade era lembrar o povo. Jesus os lembrava do espírito que existia dentro deles, da necessidade de se ver livre da prisão desse mundo.

Então, Jesus deixou muitos ensinamentos ao homem. O Senhor nos ensinou a não buscar as coisas desse mundo, mas buscar o Reino dos Céus. O Senhor nos ensinou a ser como crianças, caso desejamos entrar no Reino de Deus. O Senhor nos ensinou a chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram.

Em sua vida, Jesus jamais foi pego em situação que pudesse ser repreendido por alguém justo. Todos os que o repreenderam eram injustos, principalmente consigo mesmo. Eles não aceitavam a idéia de desfazer do mundo de prazeres que seus desejos, ocultos ou não, lhes proporcionavam.

Assim, Jesus se tornou inimigo do mundo. Ele veio trazer guerra, dissensão, atrito. Ele veio colocar pai contra filho, mãe contra nora, sogra contra genro. Ele veio estabelecer uma divisão clara entre os que buscam o Reino e os que desprezam o Reino.

Antes de Jesus os homens não tinham parâmetro para buscar a santidade. Agora, pelas palavras e exemplos de vida do Mestre, a humanidade tem esse parâmetro. Buscar a santidade se tornou uma questão de imitar Jesus.

Porém, ele avisou, "o caminho é apertado, a porta é estreita, mas bem-aventurado os que passarem por ele". Ele ainda deixou bem claro, na maior sinceridade, pois ele não preza números, mas qualidade: "muitos realmente serão chamados, mas poucos serão escolhidos".

Esses poucos são aqueles que conseguirem imitar os passos de Jesus. Aqueles que morrem também a mesma morte que ele, passam pelo mesmo batismo que ele, bebem o mesmo cálice que ele.

A Porta

Quando uma pessoa realmente se dispõe a lutar contra si mesmo, isso é reconhecido, no jargão cristão, como arrependimento dos pecados. Agora, mesmo que eu era um ladrão ou um simples fofoqueiro, eu me arrependo disso profundamente, me dispondo a reparar os meus defeitos.

Com certeza o ladrão parará de roubar, mas dentro de si continuará aquele desejo. Talvez ele não tenha mais desejo de roubar coisas físicas, mas ele deseje roubar sentimentos, pensamentos, idéias, imagens mentais.

Talvez o fofoqueiro pare de fofocar da vida dos outros, mas dentro de si, sempre que ele vê alguém fazendo algo errado, ele sinta aquela vontade de espalhar isso aos quatro ventos. Às vezes ele contine fofocando, mas apenas para os mais íntimos.

Então, o arrependimento dos pecados não corta os pecados na raiz. Ele impõe um novo nível de moral, aonde o controle sobre os defeitos é mais exacerbado. Agora, nós estamos de olho constante nos defeitos, ou seja, orando e vigiando sem cessar. Mas isso, por si só, não pode eliminar esses defeitos.

O único fator no mundo que pode fazer alguém ser santo de verdade é o Espírito Santo. O Espírito sempre foi derramado sobre os homens, ainda quando vemos a passagem na qual Moisés tinha imposto as mãos sobre alguns homens, então eles profetizavam. Depois apareceu outros dois, também profetizando. Josué disse que deveriam ser proibidos. Moisés disse:
- Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o seu espírito sobre ele!

Porém, no mundo não havia uma explicação detalhada sobre como alcançar o Espírito de Deus. Claro, para alcançar o Espírito é necessário arrependimento dos pecados, mas para manter o Espírito em si é necessário viver uma vida de santificação a Deus.

Essa vida de santificação a Deus era uma incógnita para a humanidade. Até que um dia Deus resolveu simplificar as coisas para o homem. Deus mostraria, através de si mesmo, como um homem deveria agir, pensar e sentir. Deus desceu na Terra. Jesus Cristo veio ao mundo.

Acordai, vós que dormem

Para onde o ser humano vá, ainda que se esconda no fundo da terra, os seus defeitos o acompanharão. Ainda que ele não manifeste esses defeitos perante a sociedade em que vive, sempre será atormentado pelo que deseja mas não consuma.

Enquando o ser humano viver nessa prisão, ele jamais pode libertar o seu espírito. Sempre a personalidade será controlada pelo padrão social, o mesmo que ao criar a lei também cria o pecado.

Existe uma única maneira de se libertar disso. Fazer essa personalidade fatídica ser morta, dia a dia, através da justiça consigo mesmo, ou seja, nós devemos reconhecer o quanto somos errantes. E o principal, queimar isso tudo.

Reconhecer os próprios defeitos é difícil, eu não nego. Muitos dizem que algo é bom para si mesmo, quando muitas vezes é ruim. Os valores estão invertidos na sociedade. Existe um submundo aonde as pessoas éticas geralmente satisfazem os seus desejos subversos.

A sociedade é a mesma que despreza o erro e o valoriza. O erro de um é alimento para o erro do outro. Ou seja, um homem só pecará com uma mulher caso exista uma mulher a querer pecar com um homem. Apenas existirá vício quando alguém ganhar dinheiro com esse vício.

Porém, existem pessoas que se rebelam contra essa prisão. Elas não se conformam em ter algo tão poderoso dentro de si, ou seja, o seu espírito, mas não poderem manifestá-lo porque a personalidade impõe a falsa idéia que as coisas do espírito são "fantasia".

Aqueles que se rebelam contra seus próprios erros são vistos como "diferentes". Eles geralmente são encarados como loucos, visionários, estranhos, esquisitos. Eles fogem fora do padrão social que impõe leis, normas, formatos pré-estabelecidos. Esse tipo de pessoas busca algo peculiar. Eles buscam a expressão do espírito. Então, eles se tornam inimigos do mundo.

Ainda assim, caso queiram lutar contra seus próprios defeitos, eles não poderão vencê-los. Algo maior precisa ser feito para queimar esses defeitos e eliminá-los realmente. Esse algo maior se chama Espírito Santo.

Fuga dos Controles

A ética e a moral definem um limite mais fino para a expressão de defeitos. Agora, alguém deixa de exprimir os seus defeitos porque não quer parecer o "sem classe", o desajustado, o imoral.

Ainda que dentro dele algo urja a expressão de um defeito, ele se contém. Ora, diria uma pessoa: "eu não vou perder a minha moral por causa disso". O defeito está lá, mas contido, porque tal pessoa não quer ser inferiorizada perante o grupo social em que vive.

A vida passa, essas expressões de defeitos às vezes se expressam, às vezes existem apenas dentro de nós. Muitas vezes existem desejos em nós que jamais foram manifestos ao público. Apenas nós e Deus sabemos. Mas eles existem.

Algumas pessoas realmente desobedecem a ética. Até mesmo a lei. O defeito clama tão forte dentro delas, então é impossível contê-lo. Dessa forma, nós vemos casos de adultério, assassinatos, fofocas, intrigas e calúnias. Nesses casos, a lei e a ética impõe um controle.

Mas existem outros casos. Aqueles desejos ocultos, aquele desejo de falar mal, mas que não foi concretizado. Quem não deixará ele se exprimir apenas dentro da pessoa? Sim, ele continuará a se exprimir e atormentar a quem domina, mesmo apenas internamente.

Muitas vezes alguém procura um escape para isso, aonde se esconde da sociedade e manifesta esses seus desejos ocultos. Muitas pessoas levam vidas sexuais duplas, gostam de entrar em chats assumindo sua verdadeira personalidade, participam de jogos aonde a violência é ressaltada.

Outras vezes, a pessoa consegue reter totalmente em si os seus próprios defeitos. De modo algum eles se manifestam fisicamente. Ela consegue manter um controle sobre si mesma, de tal forma que os defeitos não apareçam nunca. Mas dentro dela, esses defeitos vivem.

Nos sonhos, esses defeitos são expressos. No mundo dos sonhos o controle social é quase inexistente. Verdadeiros homens éticos na vida real se tornam devassos, incestuosos, assassinos, ladrões, caluniadores no mundo dos sonhos.

Controles Sociais

Algumas pessoas nasceram em berços ricos, mas mesmo assim essas pessoas possuem defeitos. Elas não precisam roubar, mas tantas vezes possuem inveja de quem tem mais bens ainda do que elas. Outras vezes, por terem dinheiro, elas caem em vícios sem retorno.

O interessante dos defeitos é que eles se misturam muito bem à sociedade. Os defeitos são tolerados socialmente. Aliás, muitos deles são até incentivados. A sociedade consumista incentiva a vaidade, o orgulho, a ganância, o vício. Quando esses defeitos afetam a própria matéria, quer seja a minha ou de outras pessoas, então a humanidade criou algo chamado lei.

A lei controla os excessos dos defeitos. A lei nunca elimina os defeitos das pessoas. A lei apenas avisa: "existe aqui um limite; passe dele e você será punido". Então, muitos se controlam e não exteriorizam o que dentro de si mesmos clama para ser feito.

Nós só conhecemos realmente uma pessoa quando ela é colocada à prova. Até lá, ela pode dizer que não tem determinado defeito, mas quando a efervecência do sentimentos acontece, então realmente vemos o que existe dentro de um coração.

Muitas pessoas, mas muitas mesmo estão dentro da lei, mas estão cheias de defeitos em si mesmas. Elas roubariam, caso pudessem. Elas matariam, caso pudessem. Elas se drogariam, caso pudessem. Porém, por obedecer a lei e ter medo de serem punidas, elas se contenhem.

Dessa forma, através da lei, a sociedade mantém o controle sobre a camada grossa da população. Porém, ainda assim muitas pessoas exteriorizam os seus defeitos, não causando prejuízos grandes, mas prejuízos ocasionais e o que pode se chamar de "mal estar".

Comer com a boca cheia, limpar o nariz em público, viver às custas dos pais, falar alto em público, dizer muitos palavrões, falar mal dos outros. Tudo isso a lei permite de certa forma, mas ainda são defeitos que se exprimem. A sociedade também tem uma maneira de fazer um controle fino nesses defeitos. Essa ferramenta se chama ética.

Personalidade x Espírito

A carne começa a dominar o espírito através de algo chamado personalidade. Quando crianças, a nossa personalidade é formada. Claro, ninguém escolhe a personalidade que terá durante a vida, embora alguns tentam mudá-la, muitas vezes em vão.

A personalidade em si não é boa ou má, ela é apenas um instrumento para algo maior. Na personalidade a matéria forma um corpo que se opõe espiritualmente ao corpo do espírito. Então, tantas vezes algumas pessoas julgam a sua personalidade ser o seu espírito.

Não, não o é. A personalidade está em um nível muito inferior ao do espírito. Ela não vê com os olhos do espírito, mas com olhos pré-concebidos pela matéria. Essas idéias de quem "sou eu" são feitas de tradições, concepções, idéias pré-formadas pela sociedade na qual a nossa personalidade foi formada.

Quando o espírito quer se manifestar, tantas vezes ele se vê bloqueado por um "eu mesmo" que nossa personalidade faz crer que sejamos. O espírito assim se atrofia, os dons quase não existem, a simplicidade do ser desaparece.

Para defender essa personalidade, a matéria usa de armas chamadas egos. Eu tenho orgulho, então procuro ser o melhor funcionário da empresa, apenas por prazer de me mostrar como o melhor. Outras vezes, eu me iro, porque alguém fere o meu "modo de ser", então me sinto no direito de ficar bravo e me defender.

Existem sete defeitos troncais que todo ser humano possui em si mesmo. A matéria se usa deles para validar a tese que o espírito "não existe", o que existe de espiritual em nós é apenas a personalidade. Esses defeitos são vaidade, ira, vício, indisposição, lascívia sexual, inveja e ganância.

Existem personalidades que foram formadas no meio do crime. Então, os seres que possuem essa personalidade são ladrões, assassinos, estrupadores. Todavia, sempre, mas sempre mesmo esses atos nascem de um dos sete defeitos troncais. Muitas vezes, alguém rouba por vaidade, pois não tem dinheiro para se sentir igual aos demais. Outras vezes porque tem indisposição para trabalhar.

Duas naturezas

O corpo humano é feito de duas naturezas. A primeira é a material, aquela oriunda do meio físico. A segunda é a espiritual, oriunda do meio espiritual.

A matéria vem do pó, mas o espírito vem de Deus. Quando um se encontra com o outro, então existe uma união muito forte. Muitos chamam isso de vida. Na verdade é, mas por pouco tempo.

Quando a vida se inicia, também se incia a morte. Cada dia vivido é um dia a caminho da morte. Isso se deve porque quando o espírito entra no corpo, a carne ainda não tem poder sobre ele. Mas, quando os anos passam, a carne domina o espírito, fazendo ele se atrofiar.

Quando a matéria domina totalmente o espírito, acontece a morte física, ou seja, o espírito sai da matéria. Muitos ainda dizem, "a única coisa certa na vida é a morte".

Porém, essa morte pode ser evitada. Existe um Caminho que leva o ser humano à vitória sobre a própria matéria. Esse é um caminho apertado, estreito, cheio de obstáculos. Mas no final, a recompensa é muito grande. Vida Eterna.

Vida Eterna é um conceito visto por muitos como fantasioso. Muitos crentes dizem acreditar em Vida Eterna, mas apenas repetem um nome, na realidade eles não pararam ainda para pensar e entender o que é Vida Eterna.

O Céu existem apenas seres eternos. Você nunca verá lá o sepultamento de alguém, pois lá, as pessoas não morrem. O Céu não é um lugar lá acima das estrelas. O Céu é um estado do espírito. O Céu é quando o espírito consegue ser independente da matéria.

O Céu está aqui, o Reino de Deus está aqui. Ele não está além dos montes, nem além das estrelas. Ele está aqui, apenas escondido por causa de nossos próprios defeitos. Nós não vemos o Céu porque o nosso espírito nada vê além do que a matéria deixa ele ver.

No entanto, caso o espírito vença a matéria, ele também vê o que precisa ser visto, ou seja, ele "sobe" para o Céu. Apenas um espírito liberto da matéria pode entrar no Reino de Deus.

Uma vez lá dentro, o espírito domina os elementos físicos. Ou seja, a morte na carne pode ser evitada.

Cadáver e águias

Jesus falava para os discípulos não darem atenção a quem lhes dissesse: "O Cristo está ali, o Cristo aqui, o Cristo está acolá". A revelação do Cristo se dá de forma consciente, não em dúvidas. 

27   Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.

Como o relâmpago clareia todas as trevas, ainda que a noite esteja nublada, assim será a vinda do Cristo. Não restarão dúvidas que é Ele.

O conselho do Senhor é não correr atrás de Cristo no exterior, ou seja, religiões, templos e aparências, mas sim no interior do coração, através do amor, das boas obras e da paciência.

Quando se busca o Cristo, se espera encontrá-lo. Mas quem busca, já o encontrou algum dia, senão jamais o buscaria. Então, esse "reencontro" não será através de algo novo, mas a partir de algo existente no próprio coração humano. Algo ainda não revelado, mas que a busca incessante revelará no grande dia do Senhor.

Isso não está no tempo. Por isso o próprio Jesus disse: o dia e a hora ninguém sabe, senão o Pai. A verdade é que ainda não existe dia e hora certos. O Senhor está na espera do número dos escolhidos ser completado, enquanto isso não acontecer, o tempo se torna maleável nas mãos do Senhor.

Na santa-ceia, o Senhor disse: "tomai, comei, isso é o meu corpo". Em outra parte ele disse, "a minha carne é verdadeiramente comida". Então, quando participamos da santa-ceia e repetimos em nossas vidas diárias a lembrança do corpo de Cristo, quando ele aparecer em nuvens de glória o reconheceremos instantaneamente, pois a lembrança de seu corpo foi alimentada em nós através de nossos atos e ações.

Como águias presas em uma estrutura social que nos reprime ser o que realmente somos, alimentados por partes do corpo de Cristo, como se estivessemos engaiolados e alguém nos desse comida. Naquele dia será diferente, pois teremos liberdade para voar ao encontro de Cristo e se alimentar diretamente na fonte.

Insetos

Um quarto escuro. Ninguém vê nada. Uns batem as asas nos outros. Grande medo e angústia.

Então, chega alguém e acende a luz do quarto. Os insetos se alvoroçam, todos de uma vez querem ir ao encontro da luz. Debatem-se, atacam a luminosidade, até muitos cansados caírem por terra.

Depois, olham caídos e a luz ainda está lá. Um inseto cai e dez voltam. Mas a luz fica lá. Lutam, lutam e lutam, mas a luz está lá.

Eles tinham uma segurança, o medo. Quando a luz chega, tudo se torna claro, então não existe mais necessidade de medo. Porém, o condicionamento faz serem como sempre foram.

Alguns insetos espertos vêem a porta e saem. Libertos, não precisam mais ficar presos em um quarto tão confuso, iluminado apenas quando alguém acende a luz.

Talvez você seja a luz para poucos se libertarem. Mas entenda, para cada um desses poucos serão milhares que te perseguirão.

No final vale a pena, nem que seja apenas por um.